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Cronista que estudou em Avaré ingressa na Academia Campinense de Letras

Gustavo Mazzola, autor do livro “Largo São João”, viveu a adolescência em Avaré, quando seu pai, o professor e escultor Fausto Mazzola, dirigia a antiga Escola Industrial

Gesiel Júnior

Especial para o Fora de Pauta

Toma posse nesta quinta-feira, 21, como membro da Academia Campinense de Letras (ACL) o jornalista e publicitário Gustavo Mazzola, que passou a adolescência em Avaré, quando seu pai, o professor e escultor Fausto Mazzola, dirigia a antiga Escola Industrial.

O novo “imortal” ocupará a cadeira 14, que tem como patrono o jurista e político da Primeira República, Bernardo de Sousa Campos.

Paulistano de 74 anos, Gustavo Osmar Corrêa Mazzola viveu em Avaré, de 1958 a 1961, período em que estudou no Instituto de Educação “Cel. João Cruz”, trabalhou como sonoplasta e locutor da Rádio Avaré e prestou o serviço militar no Tiro de Guerra 07, no ano do centenário da cidade.

Graduado em Direito pela Unicamp, aposentou-se como publicitário da multinacional Bosch e desde então se dedica à literatura. Membro do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas, ele publicou os livros “Largo São João” e “Bonde 9” e assina quinzenalmente crônicas no jornal “Correio Popular”, de Campinas, onde reside com a esposa Maria Cândida Rocha Villagelin Mazzola, filhos e netos.

Predileção pela crônica

Para Mazzola, o ingresso na ACL representa o resultado de muitos anos de atuação no jornalismo e na literatura. Ele diz encarar sua posse na academia como uma oportunidade de aprendizado e absorção de mais cultura. “Eu não imaginava isso na minha vida. Recebi o convite do presidente da ACL, Jorge Alves de Lima, para me candidatar. O resultado foi uma surpresa”, admite.

Filho de educador, ele escreve desde os dez anos. Profissionalmente, começou como repórter de rua, aos 21 anos, no jornal “Correio Popular”. Nos anos 1980 editou o “Jornal Motor” e na década seguinte o Jornal do Automóvel do “Diário do Povo”. Foi também assessor de imprensa da multinacional Bosch.

“Meu trabalho é focado nas memórias, tanto parte da adolescência em Avaré quanto em Campinas. Tenho muitas lembranças do Culto à Ciência e da faculdade de Direito”, diz o novo acadêmico que tem gosto especial pelos textos em formato de crônicas.

“Não é nem um conto nem um artigo. A crônica fica mais ou menos no meio. Você pode inclusive participar da história. Também não é uma coisa erudita. Pra mim, ela deve ter três finalidades principais: divertir, emocionar e surpreender. Meu trabalho é sempre em cima disso”, confessa. Mazzola revela não ter nenhuma rotina para sua produção.

“Fico mais preocupado com os conceitos. Às vezes releio e acho que pode gerar outra interpretação, então mostro para a minha mulher, que quando lê muitas vezes descobre coisas que eu não conseguia ver. Ela é minha primeira leitora e é bem rigorosa”, relata

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